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DGS publica o estudo “Assuntos (só) de mulheres?”, de Vasco Prazeres

A Direção-Geral da Saúde publica hoje (19 de março), Dia do Pai, o estudo da autoria de Vasco Prazeres “Assuntos (só) de mulheres? - Reprodução e parentalidade nas mensagens da Direção-Geral da Saúde na segunda metade do século XX”. Este estudo consiste numa leitura crítica de brochuras, folhetos e cartazes conten¬do informações, advertências e recomendações sobre promoção da saúde e prevenção da doença em geral e, em particular, no domínio da saúde sexual e reprodutiva, da puericultura, da saúde infantil e do exercício da parentalidade.
É realçada a centralidade atribuída às mulheres e a profunda assimetria dos homens em relação às mesmas, enquanto pessoas destinatárias, à época, das mensagens produzidas em tais matérias.
Pretende-se, com esta forma de abordagem, ilustrar de alguma forma as dificuldades da Saúde em ultrapassar, de um modo consistente e definitivo, as iniquidades criadas entre sexos ao longo dos tempos, em matéria de saúde reprodutiva e de parentalidade, ancoradas em crenças e estereóti¬pos que, de forma mais ou menos expressa, teimam em subsistir.
Segundo refere o autor, “Nos dias que correm, no setor da Saúde, tende a constatar-se nas ações da Saúde um élan crescente quanto ao esbater ou eliminar essas assimetrias, socialmente injustas. Está a desenvol¬ver-se um novo entendimento sobra maternidade e paternidade, incluindo-se agora a abordagem das necessidades não satisfeitas por parte dos homens nas iniciativas tidas nesses domínios, reco¬nhecendo-os, a par das mulheres, como e destinatários diretos das mensagens e protagonistas de ações focadas nas suas necessidades próprias”.
Apesar desta evolução, o presente trabalho revisita o passado, em que as marcantes assimetrias de género, ao contrário do que possa pensar-se de uma forma simplista, ainda se projetam na vida presente.
Esta reflexão é uma forma de assegurar que estes efeitos não permaneçam, mesmo que involuntariamente.
