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Clínica e Terapêutica

O período de incubação da Doença dos Legionários varia entre dois a dez dias após o contacto, surgindo então um quadro de pneumonia de gravidade variável e que frequentemente justifica internamento hospitalar. Pode também surgir como uma forma respiratória não pneumónica, com período de incubação mais curto (dois a três dias), autolimitada e que se assemelha a uma síndrome gripal, conhecida como Febre de Pontiac.

Clinicamente, não é possível distinguir a Doença dos Legionários de pneumonias com outras etiologias. No entanto, as queixas mais frequentemente associadas a esta doença são febre, arrepios, tosse não produtiva, cefaleias, mialgias, dispneia, diarreia e alterações da consciência.

Do ponto de vista laboratorial, são frequentes as alterações de parâmetros laboratoriais da função renal e hepática, com elevação das transaminases séricas bem como das enzimas musculares. A gasometria arterial revela quase sempre hipoxémia. A hiponatrémia é também aqui um achado frequente.

Dada a ausência de sinais e sintomas patognomónicos, o diagnóstico de doença (ver definição de caso em www.ecdc.eu) terá de ser sempre microbiológico, devendo ser pedido o apoio laboratorial em casos de pneumonia em doente com um ou mais fatores de risco individuais para esta doença e/ou que não responde a terapêutica com β-lactâmicos, a que se associam fatores profissionais, ambientais ou viagens recentes.

Quanto ao tratamento destas infeções, a Eritromicina foi o antimicrobiano aconselhado até ao início dos anos noventa.

A alteração registada nas recomendações quanto à terapêutica empírica a utilizar na Pneumonia da comunidade (PAC) que necessita de internamento, acrescentada à demonstração de maior eficácia de outros macrólidos e algumas quinolonas, levou a que a Food and Drug Administration (FDA) licenciasse a Azitromicina e a Levofloxacina para a terapêutica da Doença dos Legionários.