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Epidemiologia

Provavelmente, se deixadas no seu ecossistema natural, estas bactérias só raramente causariam doença, mas devido à evolução de tecnologias trazidas pela civilização, relacionadas com conforto e com hábitos de lazer, estas bactérias passaram a multiplicar-se em reservatórios artificiais criados pelo homem e muito próximos deste, que funcionam como “fatores de amplificação do inóculo infetante”, libertando com maior ou menor facilidade aerossóis que, ao serem inalados ou aspirados por um hospedeiro suscetível, podem causar infeção sistémica com localização predominantemente pulmonar. Até ao presente, não foi ainda demonstrada a existência de transmissão homem a homem, não estando no entanto ainda esclarecidas as razões deste facto.

A infeção depende assim, do grau de contaminação da água por bactérias (formas infetantes libertadas das amibas), das características de virulência dessas bactérias, da eficácia da formação e disseminação de aerossóis, do tempo de exposição aos aerossóis e de fatores de risco inerentes ao próprio hospedeiro.

Consideram-se como características do hospedeiro mais associadas a esta infeção, a idade superior a 50 anos, o género masculino, hábitos tabágicos e alcoólicos, a presença de DPOC, diabetes, insuficiência renal, imunossupressão (incluindo corticoterapia), transplantação de órgãos sólidos (principalmente transplantação cardíaca e renal) e neoplasias do foro hematológico.

 

Epidemiologia da Doença dos Legionários