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DGS publica recomendações para Equipas de Rua, Profissionais de Saúde e Parceiros Sociais para proteção das pessoas em situação de sem-abrigo expostas a temperaturas elevadas e a ondas de calor

DGS publica recomendações para Equipas de Rua, Profissionais de Saúde e Parceiros Sociais

As pessoas em situação de sem-abrigo são um dos grupos mais vulneráveis às ondas de calor: à exposição direta somam-se doenças crónicas, fragilidade física e falta de acesso a sombra, água e descanso. O calor extremo não é só um fenómeno meteorológico - é um amplificador de desigualdades.

Fatores como precariedade habitacional, insegurança alimentar, exclusão social, baixa literacia em saúde e fragilidade da saúde mental limitam a capacidade de adaptação e atrasam a procura de ajuda, agravados por barreiras de acesso aos cuidados.

Por isso, a intervenção deve olhar para cada pessoa de forma clínica e social - avaliando hidratação, mobilidade e estado de saúde, e comunicando de forma simples e direta. Proteger este grupo é uma responsabilidade ética e de saúde pública, que exige reconhecer que esta vulnerabilidade é estrutural.

A proteção das pessoas em situação de sem-abrigo durante ondas de calor exige uma abordagem integrada, preventiva e intersectorial. A redução das desigualdades sociais, a melhoria do acesso a cuidados e a coordenação entre entidades são determinantes para reduzir o impacto do calor extremo nesta população.

Neste sentido, a Direção-Geral da Saúde (DGS) publica um guia com as principais recomendações para as Equipas de Rua, Profissionais de Saúde e Parceiros Sociais para proteção das pessoas em situação de sem-abrigo expostas a temperaturas elevadas e a ondas de calor, disponível aqui: