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Portugal registou em 2024 o valor mais baixo de casos de Tuberculose

Portugal registou em 2024 o valor mais baixo de casos de Tuberculose

Em 2024, Portugal registou 1536 casos de tuberculose, com uma taxa de notificação de 14,3 casos por 100 mil habitantes, o valor mais baixo registado, segundo os dados do mais recente "Relatório de Vigilância e Monitorização da Tuberculose em Portugal”.

Publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional para a Tuberculose (PNT), o Relatório descreve que a região de Lisboa e Vale do Tejo e a região Norte mantiveram-se como as duas regiões de maior incidência, com 17,1 e 16,4 casos por 100 mil habitantes, respetivamente.

Apresentados no Dia Mundial da Tuberculose - 24 de março -, os dados epidemiológicos revelam que os homens continuam a ser mais afetados do que as mulheres (64,4% do total de casos notificados em 2024), especialmente na idade adulta. Em 2024, 2,4 % do total de casos ocorreram em crianças e adolescentes com idade inferior a 15 anos.

O tempo entre o início dos sintomas e o início do tratamento foi de 81 dias em 2024, o mesmo valor de 2023, embora com redução em relação a 2022 (82 dias) e 2021 (86 dias). A DGS lembra que diagnosticar mais cedo significa tratar melhor e evitar que a doença se propague.

O relatório identifica, ainda, 36 casos de tuberculose multirresistente, com maior concentração na região de Lisboa e Vale do Tejo (63,9% dos casos).

No que respeita dos doentes tratados, 82,1% completaram o tratamento com sucesso, representando o valor mais elevado dos últimos anos. Este resultado reflete a qualidade do acompanhamento clínico em Portugal, mas ainda distante das metas internacionais.

Em 2024 foram tratados 4315 casos de infeção latente por tuberculose, o valor mais elevado de sempre, com um aumento expressivo nos últimos dois anos (2022 - 3273 casos). Tratar a infeção latente significa intervir antes de a doença se manifestar, evitando futuros casos de tuberculose ativa. Estes resultados refletem o resultado do rastreio nos grupos de maior risco.

O acesso recente a medicamentos inovadores - rifapentina e pretomanida - permitiu regimes terapêuticos mais curtos, tanto no tratamento preventivo como no tratamento da tuberculose multirresistente. Tratamentos mais curtos significam maior adesão, menos efeitos secundários e melhor qualidade de vida para os doentes.

A DGS assume como estratégias e prioridades reduzir a incidência da tuberculose e o tempo até ao diagnóstico, mediante estratégias de acesso precoce e deteção em populações vulneráveis. Intensificar a literacia sobre tuberculose para a população e profissionais de saúde, e fortaleceras parcerias com organizações da sociedade civil e estruturas comunitárias, continuam a revelar-se relevantes.

O Relatório está disponível aqui: