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Portugal tem das mais altas coberturas vacinais contra a hepatite B e supera os 97% de taxa de cura na hepatite C

Portugal tem das mais altas coberturas vacinais contra a hepatite B e supera os 97% de taxa de cura

Portugal mantém uma das mais elevadas coberturas vacinais contra a hepatite B a nível mundial, com subida da taxa de vacinação ao nascimento de 98 para 99%, de acordo com o Relatório do Programa Nacional para as Hepatites Virais (PNHV) da Direção-Geral da Saúde (DGS), que é publicado hoje. 

O relatório destaca que os tratamentos para a hepatite C ultrapassam os 36.300 com elevadas taxas de cura, acima de 97%, superando os 98% na população reclusa.

Em 2024 registou-se, também, uma redução do tempo entre o pedido e o início do tratamento, menos internamentos por hepatite C crónica e um aumento do número de transplantes hepáticos, com queda nos casos associados a hepatites B e C.

O Relatório do PNHV destaca as melhorias registadas na recolha e integração de dados sobre hepatites virais em Portugal, com aumento significativo nas notificações de hepatite A, B e C, refletindo melhor articulação entre notificações clínicas e laboratoriais. Verificou-se um aumento na realização de testes de rastreio e na prescrição da ALT nos cuidados de saúde primários, o que contribui para uma avaliação mais ampla da saúde hepática. O número de prescrições subiu de 1,6 milhões em 2019 para 2,6 milhões em 2024.

Portugal mantém o compromisso com a eliminação das hepatites virais até 2030, apostando na prevenção, diagnóstico, tratamento e combate ao estigma. No ano passado foram, também, implementadas medidas para reforçar a vacinação, como a revisão técnica das normas (que continua em 2025), atualização dos métodos de avaliação e desagregação de dados por município

Persistem, ainda, alguns desafios relacionados com a vacinação contra a hepatite A e hepatite B, particularmente em populações chave e grupos vulneráveis, demonstrando-se necessário reforçar estratégias de vacinação em populações-chave, melhorar o diagnóstico precoce, promover a literacia em saúde hepática, entre outros.

A DGS destaca o papel das organizações da sociedade civil, que tem sido crucial no acesso ao rastreio e cuidados, sobretudo em populações vulneráveis.

O Relatório está disponível aqui: