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Prevenção de Afogamentos: principais cuidados a ter

O afogamento constitui um importante problema de saúde pública e uma das principais causas de morte evitável em todo o mundo. Anualmente, provoca mais de 300.000 mortes, o equivalente a cerca de 30 vidas perdidas por hora, sendo quase um quarto das vítimas crianças com menos de cinco anos. Globalmente, o afogamento está entre as dez principais causas de morte em crianças dos 5 aos 14 anos.
Neste contexto, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda:
- manter as crianças sempre sob supervisão direta e em proximidade permanente de um adulto, à distância de um braço;
- não se distrair com telemóveis ou outros dispositivos eletrónicos, quando está na água ou a vigiar alguém;
- frequentar praias vigiadas;
- respeitar a sinalização existente e as indicações dos nadadores-salvadores;
- ter especial atenção às correntes, à agitação marítima e às alterações das condições do mar;
- utilizar colete e leash/corda de segurança (quando aplicável) para a prática desportiva aquática;
- ter aulas de natação e de suporte básico de vida;
- manter uma alimentação leve e rica em líquidos e beber água ao longo do dia.
Evite e alerte pessoas que veja a ter os seguintes comportamentos de risco:
- nadar em praias sem vigilância de nadadores-salvadores, albufeiras, barragens, rios com correntes fortes ou zonas sinalizadas como perigosas.
- saltar para a água em locais desconhecidos ou perigosos, incluindo saltos de pontes/falésias, em zonas pouco profundas, com rochas submersas ou fundos de contorno irregular (frequentemente agravado pelo desconhecimento da profundidade real, que pode variar com as marés).
- consumir de álcool ou substâncias psicoativas: entrar na água ou praticar desportos náuticos sob o efeito de álcool ou drogas afeta o tempo de reação, a coordenação motora, a avaliação do risco e a tolerância ao frio.
- sobrestimar as suas capacidades: nadar para além dos próprios limites físicos (ex: tentar atravessar grandes distâncias a nado sem preparação ou fora de pé);
- ignorar a bandeira vermelha (proibidos banhos) ou amarela (proibido nadar, somente tomar banho. Água pelo umbigo é sinal de perigo).
- estar distraído nas margens ou dentro de água (mesmo em zonas rasas nas piscinas ou praias) a navegar nas redes sociais, perdendo a noção do que se passa à volta (especialmente perigoso para pais/cuidadores de jovens ou no acompanhamento de grupos).
- entrar subitamente na água após exposição prolongada ao sol: mergulhar na água fria após um longo período de exposição solar intensa e com o corpo sobreaquecido, o que pode provocar um choque térmico, paragem cardiorrespiratória ou perda de consciência.
- falta de planeamento face às marés e condições meteorológicas: ser apanhado pela subida da maré em praias de falésia (ficando encurralado sem saída) ou ser surpreendido por ventos fortes em praias fluviais ou albufeiras que empurram colchões insufláveis para o meio da água.
Perante uma situação de afogamento deve:
- manter a calma e pedir ajuda imediatamente;
- alertar o nadador-salvador, quando existente;
- contactar o 112 em caso de emergência;
- evitar entrar na água para efetuar o salvamento, sobretudo se não possuir formação adequada;
- sempre que possível, lançar um objeto flutuante ou utilizar um meio de alcance para ajudar a vítima;
- se a vítima for retirada da água e não respirar normalmente, iniciar manobras de reanimação, se tiver conhecimentos para o efeito, até à chegada dos meios de socorro.
