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Relatório de Monitorização da Situação Epidemiológica da COVID-19 nº1

A Direção-Geral da Saúde e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge passam a disponibilizar, a partir de hoje, dia 18 de março, um novo Relatório de Monitorização da Situação Epidemiológica da COVID-19, de forma a garantir o acompanhamento da atual situação epidemiológica e preparar a transição para uma fase posterior de recuperação da pandemia.
Este documento substitui o Relatório de Monitorização das Linhas Vermelhas da COVID-19, que foi divulgado ao longo das últimas 50 semanas, em função da alteração do quadro epidemiológico da COVID-19.
O Relatório de Monitorização da Situação Epidemiológica da COVID-19 n.º 1 encontra-se anexo no final da página, do qual se destacam os seguintes pontos:
Da análise dos diferentes indicadores, a epidemia de COVID-19 mantém transmissibilidade muito elevada, com tendência estável. O sistema apresenta capacidade de acomodar um aumento de procura por doentes com COVID-19, que pode vir a acontecer nos próximos dias dado o aumento do número de casos na população acima dos 65 anos. O impacto na mortalidade geral é reduzido, não obstante a mortalidade específica de COVID-19 se encontrar acima do valor de referência definido pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC). Deve ser mantida a vigilância da situação epidemiológica da COVID-19 e recomenda-se a manutenção das medidas de proteção individual nos grupos de maior risco e a vacinação de reforço.
- O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 7 dias, foi de 762 casos, com tendência estável a nível nacional e em todas as regiões de saúde do continente, exceto na RA dos Açores, que apresentou uma tendência decrescente.
- O R(t) apresenta um valor superior a 1 a nível nacional (1,02) e na maioria das regiões, indicando uma tendência crescente.
- O número de pessoas com COVID-19 internadas em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no Continente revelou uma tendência decrescente, correspondendo a 26% (no período em análise anterior foi de 31%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas.
- A razão entre o número de pessoas internadas e infetadas foi de 0,15 com tendência crescente. Este valor é inferior aos observados em ondas anteriores, indicando uma menor gravidade da infeção do que a observada anteriormente.
- A linhagem BA.2 da variante Omicron é claramente dominante em Portugal, estimando-se uma frequência relativa de 82% à data de 14 de março de 2022. A linhagem BA.1 da variante Omicron regista uma frequência relativa estimada de 18% à data de 14 de março de 2022, com tendência decrescente.
- A mortalidade específica por COVID-19 (27,7 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes) apresenta uma tendência decrescente.
- A mortalidade por todas as causas encontra-se dentro dos valores esperados para a época do ano, o que indica reduzido impacto da pandemia na mortalidade, apesar do valor da mortalidade específica por COVID-19 se encontrar acima do limiar definido pelo ECDC.
- As pessoas com um esquema vacinal completo tiveram um risco de internamento duas a seis vezes inferior do que as pessoas não vacinadas, entre o total de pessoas infetadas em janeiro de 2022. As pessoas com um esquema vacinal completo tiveram um risco de morte uma a duas vezes inferior ao das não vacinadas, entre o total de infetados em fevereiro de 2022. Na população com 80 e mais anos, a dose de reforço reduziu o risco de morte por COVID-19 em quase três vezes em relação a quem tem o esquema vacinal primário completo.
