Afogamento
O afogamento é uma das principais causas de morte acidental e de lesão grave, sendo, na maioria dos casos, um evento evitável através da adoção de comportamentos seguros, supervisão adequada e implementação de medidas de prevenção.
Ao contrário do que é frequentemente mostrado em filmes, o afogamento é geralmente rápido e silencioso. A pessoa que está a afogar-se encontra-se concentrada em tentar respirar e, por isso, normalmente não consegue gritar ou pedir ajuda.
Uma criança pode afogar-se silenciosamente em menos de três minutos e em menos de um palmo de água, razão pela qual nunca deve permanecer sem vigilância junto da água.
Conhecer os fatores de risco, reconhecer situações de perigo e adotar medidas preventivas são passos fundamentais para reduzir o número de afogamentos e proteger crianças, jovens e adultos em todos os ambientes aquáticos.
A sensibilização da população para este problema de saúde pública é essencial. Leia as questões e respostas abaixo para saber mais.
Alguns sinais de alerta são:
- Dificuldade em manter-se à superfície da água;
- Desaparecimento súbito debaixo de água;
- Movimentos verticais semelhantes aos de subir uma escada;
- Braços estendidos lateralmente, fazendo movimentos circulares ou para trás;
- Incapacidade de responder quando chamada.
Os afogamentos afetam pessoas de todas as idades, mas as crianças e os jovens constituem um dos grupos mais vulneráveis.
Segundo a Organização Mundial da Saúde:
- Mais de metade das mortes por afogamento ocorre em pessoas com menos de 25 anos;
- O afogamento é uma das 10 principais causas de morte neste grupo etário;
- As crianças entre 1 e 4 anos apresentam as taxas mais elevadas de afogamento.
Os principais locais são:
- Piscinas;
- Praias;
- Tanques e poços;
- Rios, ribeiros e lagoas.
Entre os fatores mais frequentes encontram-se:
- Estado do mar;
- Correntes e profundidade desconhecida;
- Mergulhos em locais inadequados;
- Sobrevalorização das capacidades de natação;
- Prática de desportos aquáticos sem equipamentos de proteção;
- Consumo de álcool ou drogas;
- Existência de doenças debilitantes.
A maioria das mortes por afogamento em Portugal ocorre durante os meses de verão, quando aumenta a frequência das praias, piscinas, rios, lagoas e outros espaços aquáticos.
Algumas medidas essenciais incluem:
- Frequentar praias vigiadas;
- Respeitar as bandeiras e as indicações dos nadadores-salvadores;
- Não nadar sozinho;
- Evitar entrar na água após consumo de álcool ou refeições pesadas;
- Conhecer a profundidade da água antes de mergulhar;
- Utilizar colete salva-vidas na prática de atividades náuticas;
- Nunca mergulhar de cabeça em locais desconhecidos.
- Nunca deixe uma criança sozinha junto da água;
- Mantenha-a sempre à distância de um braço de um adulto;
- Evite distrações, como o telemóvel;
- Ensine a criança a nadar desde cedo;
- Nunca entregue a vigilância de uma criança pequena a outra criança;
- Impeça o acesso a piscinas, poços e reservatórios através de vedações e portões com fecho automático;
- Guarde brinquedos longe da água para evitar que as crianças tentem alcançá-los.
Não.
Braçadeiras e coletes são apenas auxiliares de flutuação e nunca substituem a vigilância permanente de um adulto.
As boias e colchões insufláveis são brinquedos e não equipamentos de proteção, podendo virar-se ou ser arrastados pelo vento ou pela corrente.
Braçadeiras
- Adequadas ao peso da criança;
- De preferência com duas câmaras de ar independentes;
- Bem ajustadas ao braço;
- Em cores vivas.
Coletes salva-vidas
- Adequados ao peso e à altura da criança;
- Homologados segundo as normas de segurança;
- Não insufláveis;
- Obrigatórios em passeios de barco e desportos náuticos.
Bandeira Verde – Mar calmo. É permitido tomar banho.
Bandeira Amarela – É necessário ter precaução. Não se deve nadar nem afastar da zona onde se tem pé.
Bandeira Vermelha – É proibido entrar na água.
Bandeira Negra – Praia interdita devido a perigo ou poluição.
Bandeiras Vermelha e Amarela – Delimitam a zona vigiada pelos nadadores-salvadores.
Bandeira Xadrez (preta e branca) – Vigilância temporariamente interrompida.
Triângulo Vermelho – Assinala a existência de corrente de retorno.
- Nunca mergulhe de cabeça em locais desconhecidos;
- Verifique sempre a profundidade da água;
- Certifique-se de que não existem rochas, troncos ou outros obstáculos submersos.
A prevenção do afogamento é uma responsabilidade de todos. Pode contribuir das seguintes formas:
- Vigie ativamente as crianças sempre que estejam junto da água, sem distrações e mantendo-as sempre ao alcance do braço.
- Aprenda e incentive a aprendizagem da natação e de competências de segurança aquática, adequadas à idade.
- Aprenda Suporte Básico de Vida (SBV), incluindo reanimação cardiopulmonar (RCP), para saber como agir numa emergência.
- Utilize e promova o uso de coletes salva-vidas sempre que indicado, nomeadamente em embarcações ou atividades náuticas.
- Respeite as regras de segurança de praias, piscinas e outros espaços aquáticos e evite comportamentos de risco.
- Identifique e comunique situações perigosas, como barreiras danificadas, ausência de sinalização ou outras condições inseguras.
- Partilhe informação sobre segurança na água com familiares, amigos e comunidade, contribuindo para aumentar a sensibilização.
- Incentive escolas, associações e comunidades a desenvolver iniciativas de educação para a segurança aquática e prevenção do afogamento.
Estes pequenos gestos podem salvar vidas, quer seja em casa, na praia, na piscina, em rios ou barragens.
