Doença de Lyme (borreliose de Lyme)

É uma doença multisistémica evolutiva, que na sua fase inicial é caracterizada pelo aparecimento de uma lesão na pele, eritema migrans, e que nas fases seguintes se vai disseminar por vários órgãos ou tecidos, podendo causar lesões a nível articular (artrite de Lyme), neurológico (neuroborreliose) ou dermatológico (acrodermatite crónica atrofiante). 

É causada por espécies pertencentes ao complexo Borrelia burgdorferi sensu lato e transmitida por carraças do género Ixodes (Ixodes ricinus mais frequente em Portugal). A transmissão pode ocorrer 24-48h após o início da refeição de sangue.  


Medidas de controlo: 

  • Controlo físico: para reduzir a densidade populacional de carraças e impedir o contacto com humanos devendo proceder-se à limpeza e aragem de terrenos baldios; eliminação de pilhas de lenha ou muros de pedra próximos de moradias; gestão de zonas húmidas;
  • Controlo químico: esta é a metodologia mais aplicada e consiste na aplicação de acarididas de origem sintética no ambiente e animais;
  • Controlo biológico: envolve a utilização cuidada de um predador, agente patogénico, parasita ou outro para reduzir a densidade da população de carraças;
  • Campanhas educacionais: promovem a divulgação de informação de como evitar a proliferação e picada de carraças.