Histórico de Destaques

Dia Mundial do Mosquito

Dia Mundial do Mosquito

Para assinalar o Dia Mundial do Mosquito - 20 de agosto - a Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) reforçam a importância da prevenção e do contributo de todos para reduzir o risco associado aos mosquitos que podem transmitir doenças. A vigilância dos vetores, a eliminação dos locais onde se reproduzem e a adoção de medidas de proteção individual são essenciais para reduzir o risco de introdução e propagação de doenças e contribuir para a proteção da saúde da população. 

O Dia Mundial do Mosquito evoca a descoberta feita, em 1897, por Sir Ronald Ross, médico britânico e Prémio Nobel da Medicina, do papel dos mosquitos fêmea do género Anopheles na transmissão do parasita responsável pela malária. Desde então, esta efeméride tem servido para sensibilizar para a importância da vigilância, prevenção e controlo dos mosquitos, responsáveis pela transmissão de doenças com impacto na saúde pública em diferentes regiões do mundo. 

A monitorização contínua destes mosquitos com potencial para transmitir doenças e o papel ativo da população na eliminação dos locais de reprodução e na adoção de medidas de proteção individual são fundamentais para reduzir o risco de introdução e propagação de doenças. 

Em Portugal, os mosquitos e a sua atividade são monitorizados pela Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE), enquanto os casos de doenças transmitidas por mosquitos são registados e monitorizados através do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE). Em conjunto, estes sistemas constituem uma componente essencial da vigilância em saúde pública, permitindo monitorizar o risco de transmissão de doenças transmitidas por mosquitos, orientar a implementação de medidas de prevenção e controlo e, contribuir para a proteção da saúde da população.

No nosso território, as espécies de mosquitos com capacidade de transmitir doenças pertencem aos genéros Aedes, Anopheles e Culex.

Mosquitos Aedes 


Mosquito do genéro Aedes, espécie Aedes albopictus. Fonte: CDC

Os mosquitos do género Aedes, incluindo o mosquito-tigre (Aedes albopictus), podem transmitir doenças como Dengue, Febre Amarela, Zika e Chikungunya. A presença destes mosquitos em algumas regiões da Europa, onde se incluem algumas zonas de Portugal, reforça a importância da deteção precoce das doenças que podem transmitir. Para além da vigilância destas doenças, têm sido realizadas campanhas de controlo destes mosquitos que se focam na redução dos seus criadouros em proximidade de habitações, ou seja, locais e recipientes com água parada (e.g., pratos de vasos e piscinas não tratadas), e a sua propagação no território português. 

Outra espécie do mosquito Aedes (Aedes aegypti) também se encontra em território nacional, na ilha da Madeira. 

Mosquitos Anopheles


Mosquito do genéro Anopheles. Fonte: CDC

Os mosquitos do género Anopheles são capazes de transmitir malária, uma das doenças com maior impacto a nível mundial. Embora Portugal não seja um país com esta doença em circulação, a vigilância continua a ser essencial para a deteção precoce de situações de risco, nomeadamente de casos importados em viajantes regressados de áreas com circulação ativa da doença (regiões tropicais e subtropicais do globo), destinos frequentes por motivos de férias ou trabalho de cidadãos portugueses e europeus. 

Mosquitos Culex


Mosquito do genéro Culex. Fonte: CDC

Os mosquitos do género Culex podem transmitir o vírus do Nilo Ocidental (West Nile), que circula habitualmente entre aves, mas que pode também causar doença em seres humanos e outros mamíferos como equídeos (por exemplo cavalos). A vigilância da febre do Njlo Ocidental requer a deteção precoce de pessoas doentes, bem como de mosquitos, pássaros e cavalos infetados.

Como prevenir?

 A prevenção começa em casa e na comunidade. Pequenos gestos podem fazer uma grande diferença:

  • Elimine recipientes, mesmo que pequenos, com água parada, como pratos de vasos, baldes, pneus usados ou outros objetos onde os mosquitos possam reproduzir-se.
  • Mude a água dos vasos, jarras de flores e bebedouros de animais uma vez por semana. Pode ainda colocar areia fina nos pratos de vasos de plantas.
  • Limpe as calhas e caleiras na área residencial e circundante.
  • Tape reservatórios e depósitos de água e fossas. Mantenha as piscinas tratadas.
  • Evite acumular lixo no espaço à volta da sua casa.
  • Mantenha arranjadas e curtas as zonas de vegetação (jardins, arbustos, relva).
  • Proteja portas e janelas com redes mosquiteiras, sempre que possível.
  • Informe-se através de fontes oficiais, como a DGS, o INSA e a Proteção Civil, sobre a presença de mosquitos na sua área de residência. 
  • Em áreas ou períodos de maior atividade dos mosquitos, evite ser picado utilizando roupa e acessórios que cubram a maior parte das áreas mais expostas e aplicando repelente na pele exposta e na roupa. Confirme durante quanto tempo o repelente é eficaz e volte a aplicá-lo sempre que necessário. Proteja também os bebés e as crianças ao seu cuidado, utilizando produtos adequados à idade.
  • Se viajar para uma região onde circulam doenças transmitidas por mosquitos, como Dengue, Zika ou Chikungunya, e tiver sintomas como febre, exantema, dores no corpo ou nas articulações e/ou sintomas gastrointestinais até duas semanas após o regresso, contacte o SNS e refira a viagem. Adicionalmente, se viver numa zona onde estão presentes mosquitos Aedes, evite ser picado durante a semana após o regresso, usando roupa que cubra a pele e aplicando repelente, conforme descrito no ponto anterior.
  • Se vir um mosquito que não reconhece, registe na app gratuita Mosquito Alert ou no site MosquitoWeb, enviando, se possível a fotografia e referindo a localização do achado.

Um compromisso de todos

A vigilância dos mosquitos, o controlo dos locais de reprodução e a adoção de medidas de proteção individual podem ser feitas por todos e são essenciais para limitar o impacto das doenças transmitidas por mosquitos. 

    Neste Dia Mundial do Mosquito, a DGS e o INSA apelam à participação de todos. 
    Não dê asas ao mosquito. 
    Para mais informações: