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Relatório de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 | Relatório nº 41 - 07/01/2022

Relatório de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 | Relatório nº 41 - 07/01/2022

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgam o relatório n.º 41 de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19. O relatório inclui os diversos indicadores descritos no documento das Linhas Vermelhas, nomeadamente a incidência a 14 dias e o índice de transmissibilidade (R(t)), nacionais e por região de saúde. 

Do presente documento, destacam-se os seguintes pontos: 

  • O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 2 777 casos, com tendência fortemente crescente a nível nacional e em todas as regiões;
  • No grupo etário com idade superior ou igual a 65 anos, o número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 952 casos, com tendência fortemente crescente a nível nacional;
  • O R(t) apresenta valor igual ou superior a 1, indicando uma tendência crescente da incidência de infeções por SARS-CoV-2 a nível nacional (1,32) e em todas as regiões. A região Alentejo foi aquela em que se registou o valor mais elevado do R(t) (1,42);
  • O número de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no Continente revelou uma tendência crescente, correspondendo a 62% (na semana anterior foi de 59%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas;
  • A nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 10,6% (na semana anterior foi de 6,7%), encontrando-se acima do limiar definido de 4,0% e com tendência crescente. Observou-se um aumento do número de testes, para deteção de SARS-CoV-2, em especial testes rápidos de antigénio, realizados nos últimos sete dias;
  • A proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 12,8% (na semana passada foi de 6,8%), ultrapassando o limiar de 10,0%;
  • Nos últimos sete dias, 64% dos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação (na semana passada, o número foi de 81%) e, no mesmo período, foram rastreados e isolados, quando necessário, todos os contactos em 40% dos casos;
  • Amostragens aleatórias semanais de âmbito nacional por sequenciação do genoma viral, bem como a monitorização em tempo real de casos prováveis da variante Omicron através da “falha” na deteção do gene S, mostram um aumento muito acentuado da circulação desta variante a partir de dia 6 de dezembro de 2021. A variante Omicron é dominante em Portugal, tendo uma proporção de casos estimada de 92,5% no dia 6 de janeiro de 2022;
  • A mortalidade específica por COVID-19 (20,4 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes) apresenta uma tendência decrescente. Esta taxa de mortalidade revela um impacto elevado da pandemia na mortalidade;
  • As pessoas com um esquema vacinal completo tiveram um risco de internamento 2 a 6 vezes menor do que as pessoas não vacinadas, entre o total de pessoas infetadas em outubro. As pessoas com um esquema vacinal completo tiveram um risco de morte 3 a 5 vezes menor do que as pessoas não vacinadas, entre o total de pessoas infetadas em novembro. Na população com 80 e mais anos, a dose de reforço reduziu o risco de morte por COVID-19 quase para metade em relação a quem tem o esquema vacinal primário completo;
  • A análise dos diferentes indicadores revela uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de intensidade muito elevada, com tendência crescente a nível nacional. A capacidade de rastreamento de contactos de casos e de rapidez da notificação laboratorial revela sinais de pressão. A pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade são elevados, com tendência crescente nas hospitalizações. Dado o rápido aumento de casos, mesmo tendo em consideração a menor gravidade da variante Omicron, é provável um aumento de pressão sobre o todo o sistema de saúde e na mortalidade, recomendando-se a manutenção de todas as medidas de proteção individual e a intensificação da vacinação de reforço.